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Se ao menos eu puder crescer: Mais firme, mais simples - mais calma, mais entusiasta. "Não te apresses, não te rales, só estás aqui para uma breve visita. Portanto, não te esqueças de parar para cheirar as flores."
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Em tempos trocaram palavras de amor... Tinham pensado nelas e no que significavam. Tinham deixado que o tempo corresse um bom bocado depois da passagem daquele sopro mágico que os atraíra um para o outro. Tinham-se conhecido melhor. Tinham observado bem as reacções um do outro. Tinham conversado muito. Tinham construido - a partir dos planos de ambos - um único projecto. Sabiam que o sopro mágico tinha apenas o papel de iniciar uma coisa nova; e que partiria depois de algum tempo. Isso nao os assustava. Sucedia, normalmente, cedo ou tarde, o desencanto, a perda de sentido, a vontade de deixar tudo e procurar de novo, noutro lugar, um outro sopro mágico. Mas tinham empenhado a palavra. Tinham pronunciado as palavras que - dentro deles e a sua volta - não tinham retorno. No entanto as palavras ditas são meros sons que, ora saiem do coração, ora apenas da garganta e de todas as cordinhas que a completam... Só as do coração têm valor.
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A tua beleza cega-me na tua simplicidade, A visão não me nega o esplendor do teu charme. Aos olhos do meu entender, não passas do banal. No teu ar natural, Na tua psicologia, Nada mesmo de anormal. Ainda me interrogo por que te vejo assim... Rogo para que a saudade não me mate a mim.
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UAU! Não consigo de maneira alguma me concentrar.
É inevitável!
A atracção pelo mar… o verde das ondas.
Funcionam como um íman.
Como uma corrente que invisivelmente atrai.
Não é a toa que fiquei imensamente dividida entre ele, e uma querida palpável prosa, que merecia mais atenção por estar dependente de mim.
Mas o mar chama-me.
Distante,
Esperançado,
Disposto a possuir ou até engolir.
Perdido no seu próprio núcleo, guarda olhares e sentimentos que lhes foram deitaods dos quatro cantos.
O mar que nos acaricia prosadamente…
O mar que nos dá tanto e não recebe nada em trocar.
Passou-me pela cabeça pedir-lhe um desejo, mas irá ele conceber-me?
Afinal, ele não sabe onde guardou a primeira lágrima que lhe ofereci…
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As cores que vês a teu redor, não passam da junção do teu estado de epírito com o Universo.
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Sentimentos, sentimentos, sentimentos…
Esta cidade capta-me sentimentos.
Aqui no meio do stress e da agitação quotidiana,
Eu encho-me de sentimentos.
Minha querida cidade, é bom beijar-te os pés de quando a quando,
Inspiras-me os versos.
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Na mesa cinzenta da cozinha onde estudava diariamente, mesmo em frente ao fogão, estava eu sentada no topo. Já fim da tarde, esperava ansiosamente que a minha mãe me fosse buscar.
Andava ainda na primária. Terceiro ano julgo eu.
Micéu, era como a chamávamos. Minha tia, minha professora, meu anjo.
Recordo-me da textura e odor das suas mãos, como se fosse hoje… carnudas, avermelhadas e suavemente enrugadas. Estavam quase sempre geladas de lavar a roupa no tanque de cimento. No quarto dedo da mão direita, usava um anel com as vogais escritas no dourado, acompanhado por uma pedra verde água, da cor do mar, da cor dos seus próprios olhos. Fora professora. Transmitia-me todos os dias, com o maior carinho, um pouco da sua sabedoria.
Enquanto esperava, escrevia um ditado, ditado pela mesma.
“Estava um monte de molheres à porta.”
Mando-me logo parar.
- “Olha bem para o que escreveste.”
Pois, não via nada de errado naquela frase.
- “Molheres Carolina? Molheres? Nós não somos nenhum móóóóóóóóólhe!”
Foi então que vi o interior do sorriso mais inconfundível.
Ainda hoje quando escreve a palavra “mulher” me lembro dela. Do aproximar da cara sobre mim com a boca aberta e a pronunciar o “óóóóóóóó”…
Ouvi a buzina do carro da minha mãe. Depressa fechei o caderno e lhe devolvi o minúsculo lápis emprestado. Despedi-me à pressa ainda assustada com tal.
A caminho de casa fui a reflectir: “uma mulher não é nenhum molhe!”, “uma mulher não é nenhum molhe!”, “uma mulher não é nenhum molhe!”. Não me queria enganar novamente, visto que da última vez que tivera escrito “muinto”, tive que repetir a palavra cem vezes.
Tu sim foste uma Mulher. Mulher! Não uma móóóóólher. Correctamente uma mulher.
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Regras, ordens, condições, normas e deveres, condutas e comportamentos parecem obedecer, nos tempos que correm, a regras estipuladas por terceiros para, utilizando a desculpa do bem comum, obrigarem-nos a nós, seres individuais e singulares, a termos determinados comportamentos, seguirmos a rotina pré-calculada numa fórmula de clausura, que tem como resultado o definhar do ser humano enquanto entidade livre. O tom monocórdico da voz, para além do efeito hipnotizante e apaziguador, atesta a forma castradora daquilo que a nossa sociedade actual convencionou como aceitável e viável. A prolongação da espécie no interesse do seu bem-estar, o protótipo do estilo de vida perfeito que definha progressivamente, quando o homem se apercebe que a ausência da liberdade do improviso o coloca numa jaula ao sabor de antibióticos que o poderão, hipoteticamente, curar- “A pig in a cage on antibiotics” – Radiohead
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